Junho 2, 2008
Girls just want to have fun
Não estou falando da música da Cyndi Lauper, apesar de ter lido há pouco uma reportagembem bacana sobre o novo CD dela.
Falo da banana split imensa que eu e a minha priminha acabamos de traçar, na lanchonete Joakins. Fica na rua Joaquim Floriano, em São Paulo, e tem um dos melhores lanches que já comi na vida.
Fazia anos que eu não comia uma banana split. Quando ela veio lá do fundo da cozinha, eu e a pequena quase morremos de vergonha. Um monte de gente acompanhou o caminho daquele verdadeiro balde de sorvete e calda, até constatar que, sim, nós iríamos dar conta dele. Valeu a pena, bom demais.
E, já que eu citei a música, aí vai o vídeo. É brega, mas difícil de assistir sem ao menos balançar o pezinho:
Junho 1, 2008
Priscas eras
Fuçando uns vídeos do Nenhum de Nós para o post anterior, encontrei — não faço idéia como — este clip da Angélica.
Como cresci mais ou menos em paralelo à ascensão da carreira da Xuxa e da Angélica, lembrei que eu curtia essa música. Me bateu a maior triszteza. Vou de táxi acaba de entrar pra minha lista dos 10+, o TopTop dos bizarros. Quem dá mais?
Junho 1, 2008
Território
Outro dia eu fui fazer uma coisa importante* em Pinheiros e, na volta, me perdi sem querer querendo. Entrei num sebo, em busca dos livros do José Louzeiro. Como as edições estão esgotadas há vários anos, fica difícil encontrar algum título, mesmo entre os usados & empoeirados.
Na hora tive uma luz — coisa rara, sempre me lembro das coisas muito depois — e pedi pra ver o acervo das revistas Realidade. Qual a minha surpresa, fuçando as edições de entre fins de 1960 e começo de 70, que os temores, os escândalos, os tópicos, os dissabores, etc etc, eram muito parecidos com o que tenho visto, lido e que a minha reduzida memória guarda.
Tudo me pareceu bastante cíclico. “Separação”, “maconha”, “futuro dos nossos jovens”, “nordeste”, “dossiê”, “dercy gonçalves”… Tá, não quero dizer que descobri que a humanidade — claro, o jornalismo também — mais se repete do que se reinventa. Ocorre que o fato de isso me passar pela cabeça de forma natural, sem que nenhum professor mala ou artigo me induza à constatação, é coisa nova pra mim.
Esses dias eu ouvi uma música que pareceu a mesma coisa: Sempre estar lá, e ver ele voltar / Não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar. Fiquei pensando em como tudo seria se eu pudasse dar um pulo num lugar bem longe e voltar tempos depois. Será que as coisas têm um lugar, mesmo?
O Astronauta de Mármore/ Nenhum de Nós
A lua inteira agora é um manto negro
O fim das vozes no meu rádio
São quatro ciclos no escuro deserto do céu
Quero um machado pra quebrar o gelo
Quero acordar do sonho agora mesmo
Quero uma chance de tentar viver sem dor
Sempre estar lá, e ver ele voltar
Não era mais o mesmo, mas estava em seu lugar
Sempre estar lá, e ver ele voltar
O tolo teme a noite, como a noite vai temer o fogo
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul
———
*que frase enigmática!
Maio 28, 2008
De mim pra mim mesma: é só um lembrete
Dois segundos atrás eu cheguei a uma conclusão bastante importante: o que me impele a este blog é o sentimento de compaixão. Quer dizer, impele é um termo muito forte, porque eu apenas passo por aqui, de vez em quando.
Pois bem: compaixão. Não é compaixão por mim — valha-me Deus que isso parece cristão demais! –, mas um sentimento de afinidade. Não digo identificação, porque eu nunca me empenhei em fazer deste espaço algo que realmente tivesse a minha cara… Em certos momentos passa raspando, mas o conjunto é heterogêneo demais.
Aí entra outra questão: esse mosaico de coisas me indaga, sempre, se a heterogeneidade (?!) é o que eu sou, o que eu gostaria de ser ou que eu precisaria ser. A hipótese é um tanto complexa, porém de resposta simples: não sei.
E de não sei em sei quase nada, vou formando um traçado de coisas que foram, ou que ao menos eu sei que deveriam ter sido.
Li num blog da Rô que ela disse que está com o coração em paz. Talvez — sempre o talvez! — seja isso: zen. Ou leve. Ou bem. Simples assim: bacana.
Finalmente, eu acho que o que me traz de vez em nunca a este blog é o registro que ele é de mim. Não os textos, mas uma mudança aqui, outra ali, um desenho, uma foto, um novo link na blogroll. E devo confessar: este publicador do wordpress tá tão simples e funcional que às vezes eu venho aqui só pra comprovar o quanto ele é legal.
E vamos à vida, que tudo corre.
[este é o típico post que eu volto pra ler no dia seguinte e não entendo patavinas do que escrevi]
Maio 25, 2008
Antes de dormir
Eu invento alguns problemas, resolvo outros, lembro de coisas antigas, canto, suspiro, leio. Olho no relógio, vou escovar os dentes pela enésima vez, volto ao problema inventado no começo, resolvo coisas que não precisam de solução, domino o mundo por alguns intantes e depois capoto, às vezes num sono profundo e constante.
No meio disso tudo, também faço versinhos. Quando tenho um par de rimas, eu geralmente esculacho e começo a ironizar o mote dos versos. Coloco palavrão, troco as palavras, até conseguir esquecer tudo o que pensei no início.
Hoje, porém, estas estrofes não sofreram todo o processo destrutivo. Aceito sugestões de como terminá-las:
Desejos…
Eu quero uma parede só pra mim
Bastante branquinha e lisinha,
pra eu desenhar bem assim:
Traços largos e grandes
com flores miúdas,
e pétalas petulantes
… E lampejos
No meio desse transe
eu vou me dar uma chance
Vou me dizer que a sessão está acabada
pois, afinal, quem dissera
que a parede era pra ser maculada?
Maio 25, 2008
Lembrar e contar
Uma das coisas que mais me cativa no Jornalismo é a possibilidade de contar histórias. Não as que vem e vão, mas as que já foram e das quais pouca gente se lembra. Acho fascinante resgatar, recontar, construir o velho contexto e tentar dar conta do novo.
Hoje eu passei o dia desconctada. Agora à noite fui ler a Folha Online e vi esta manchete:
Escritor e psiquiatra Roberto Freire morre aos 81 anos em SP
O corpo do escritor e psiquiatra Roberto Freire foi cremado, ao meio-dia deste sábado (24), no cemitério da Vila Alpina (zona leste de São Paulo). Ele morreu, ontem, no hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista (região central da capital), onde estava hospitalizado.
Eu não conhecia muito bem o cara até ler a reportagem da revista Brasileiros, que contava a obra e resgatava a figura sui generis que ele é. [texto Visita a Roberto Freire -- O repórter Carlos Azevedo entrevista o amigo, escritor e psicalista em seu retiro].
É bem isso: uma pessoa mais ou menos esquecida. Por que não lembrar enquanto ainda é vivo? Por que não contar simplesmente porque ainda vive?
{chegou a pizza. qualquer dia termino o post!}
Maio 22, 2008
Tchurum
Thuru-pá.
E rufem os tambores!
[adoro onomatopéias, principalmente as desnecessárias]
Maio 21, 2008
Meu melhor amigo
Maio 10, 2008
Dá-lhe Google
Uma reportagem super interessante do Jornal da Globo sobre as novas tecnologias e o nosso futuro em rede. Há um conceito que eu ainda não conhecia (computação nas nuvens) e uma exposição genial das estratégias do Google. A matéria é de 6 de maio. A dica, via blog do colega de UFSC Rodrigo Lóssio.
